sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Receita de Natal

Utilizando uma faca afiada, retire apenas o excesso de couro da parte inferior do tender.
Em um caldeirão misture todos os ingredientes da marinada, mergulhe o tender e deixe marinar por algumas horas ou até o dia seguinte, virando algumas vezes.
No dia seguinte coloque a paleta marinada por uma noite em uma panela bem ajustada ao tamanho da carne, regue por cima com a mesma marinada e leve ao fogo médio para cozinhar por aproximadamente 90 minutos (45’ de cada lado).
Em seguida coloque o tender cozido em uma assadeira pequena, regue-o com a marinada resultante do cozimento e peneirada e volte ao forno preaquecido à 180ºC por mais 30 minutos ou até que esteja ligeiramente dourado e brilhante.
Deixe o tender cozido e assado amornar, pincele a superfície do mesmo com clara de ovo, aplique a Crosta de Castanhas do Pará e, momentos antes de servir leve-o novamente ao forno apenas para dourar a crosta.
No momento de servir o tender, regue-o com o molho resultante do final de todo o processo.
A receita serve 15 pessoas.

Esta é sua "Receita de Natal"?
Já li tanta coisa sobre Natal, e vi tão poucas utilidades, que não vou dissertar nada sobre o assunto. A final não quero correr o risco de virar mais um belo "Cartão de Natal".
Eu tenho a receita certa e ela serve quantas pessoas a quiserem.
Mas prefiro que você descubra sozinho.

Aquele abraço!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Felicidade?

Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

(Por: "O Teatro Mágico")

Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Religião

- Você tem religião?
- Peraê... Bom, a palavra “religião” vem do latim religare que remete a religar ao divino. Posso então dizer que tive religião.
- Como assim? Você saiu da sua religião.
- Na verdade eu utilizei a religião.
- Me explica direito?
- Claro, claro. Um dia eu falei assim: “Jesus, quero me religar a Ti. Quero que Você seja a minha vida, quero ter os Teus princípios e viver de acordo com as Tuas escrituras. Seja o meu Salvador, atue no meu coração e transforme-o pela renovação do meu entendimento." Essa foi minha religião. Desde aquele dia procurei saber mais sobre Jesus e sobre a forma como ele viveu aqui na Terra. Tenho tentado viver da mesma maneira, porque a bíblia, uma espécie de manual histórico inspirado por Deus, me dá as diretrizes.
- Rapa, sabe que eu nunca tinha pensado desse jeito?
- Pois é. Eu também não. Como você me perguntou, eu refleti rapidamente sobre o que seria religião para mim. Hahaha.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ao avesso


Sonhos de uma noite de verão
Sonhos de uma noite
Me dirão que a sombra da minha alma
Tem falado a meu respeito
Mais do que eu mesmo sei
Meus devaneios me mostrarão um sujeito
Que sempre viveu plantado no meu peito
Mas nunca seguiu uma vírgula do que pus como lei

E eu é que deveria saber
Que a toda ação corresponde a uma reação de mesmo preço
Pois o que quero fazer, isso eu não faço
E assim, não faço, porque estou ao avesso

Mas não há de ser nada
Na verdade não foi nada
Não há nada que eu me lembre ou esqueça
Eu não fiz nada disso
Mas eu simplesmente fiz um bicho de sete cabeças
Avesso dos pés à cabeça

No começo, como era antes,
Essa luz que alumiava não tava distante
Mas, parece que a sombra cresceu
E o que era pequeno virou um gigante
E pela própria natureza me tragou de um jeito
Que até meu sujeito suspeitou bastante

Mas meu sertão não se entrega
Ele volta pra luz e se agarra na fé
Faz da lágrima sangue divino
Que me bota na luta e me deixa de pé.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Onde está Deus nisso?

Minha última postagem nesse blog foi no dia 6 de maio e aquele poema já havia sido escrito antes que eu criasse o blog. Ele foi escrito em minha mesa no trabalho, sem muitas pretensões, e as primeiras pessoas que o leram foram os colegas que trabalham comigo naquela sala. Na realidade, depois de escrever aquele texto, o que eu mais ansiava era o fim do meu expediente no trabalho para que eu mostrasse à minha esposa, Débora, o que eu havia escrito naquele dia. Minha esposa está estudando artes e eu acreditava que ela seria a pessoa ideal para ler aqueles versos.

Ao chegar em casa fui correndo mostrar a ela meu maior feito daquele dia e, claro, esperar suas reações como esposa e crítica. Quando terminou de ler ela levantou seus olhos e, com a dúvida permeando sobre todo o ambiente, perguntou: “O que você quis dizer aqui?”. Com certeza toda a expectativa do meu dia acabava naquele momento e todo o tempo e inspiração investidos naquele papel caiam sobre o chão da minha casa. Mas, mesmo assim, após uma pequena “bufadinha” disse a ela que para mim o amor não estaria transposto pelas "belas palavras" ou pelas rimas de “amor e dor” ou ainda no sentido esperado do poema. Para mim o amor estava simplesmente no ato de escrever. O amor que depositei naqueles versos me fazia um poeta romântico somente pela vontade e atitude de descrever um sentimento, mesmo que de uma forma que, para muitos, não tenha o menor sentido.

Débora: -- Você é muito doido, sabia?

E antes que eu pudesse esboçar qualquer expressão facial ou dizer qualquer palavra ela completou dizendo: “Você é muito talentoso”.

Tá certo que pesquisas feitas com mãe e esposa não têm as melhores metodologias, mas naquele dia, diante dessas duas frases tão conflitantes (ou não), entendi que minha arte pode dizer muito de mim, mesmo que eu não queira dizer absolutamente nada por meio dela.

Há pouco tempo li um livro de Paulo Brabo, um autor, um tanto quanto polêmico e intrigante, mas que muito me edificou. “Em 6 passos o que faria Jesus” é o nome do que ele mesmo chama de um “novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus”. Uma passagem desse livro fala algo sobre como devo me submeter a Deus e, ao mesmo tempo, me esquecer dEle. A palavra submeter remete a domínio, comando, freio, mas o bom entendimento desse trecho traz um antagonismo atraentemente desejável e perfeitamente possível.

Não é necessário que eu me lembre, constantemente, que sou homem para agir como tal. O ato de respirar é indispensável à minha sobrevivência, no entanto, não tenho que me policiar nesse sentido sobre o perigo eminente de morrer. Sujeitar-se a Deus é estar em comunhão a ponto de seus atos, suas palavras, seus sentimentos, sua arte, seu olhar e sua vida estarem naturalmente com o caráter e o sabor de Deus. Jesus, apontando o dedo na cara dos fariseus e os chamando de “Raça de víboras”, disse que “do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. Sua arte não precisa falar a palavra “Deus” para falar de Deus. Mas toda a arte, toda atitude, toda voz, todas as palavras, por mais plasticamente perfeita, por mais criativa ou pela maior das boas intenções, se não tiver “O amor” de nada vale.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O acaso do poeta

Quero escrever um poema.
Algo que fale de amor.
Mas como se escreve um poema?
Será que devo escrever
cada frase numa linha?
Ou será que se eu escrever tudo direto, assim, sem me preocupar com a métrica, também fica legal?
Preciso compor tudo em rimas,
ou só dizer o que me fascina já me faz um poeta?
Será que por muito perguntar o “será”
e será que, por muito perguntar,
o efeito do poema pode se perder pelo ar?
O fato é que eu quero dizer
que nada quero dizer.
Apenas quero fazer.
Porque só pelo ato de fazer já posso dizer
que eu pude escrever
algo que ninguém nunca soube fazer.
Assim, se a arte pode expressar
a simples pureza da expressão
ela mesma se encarrega de mostrar
o que nunca diz meu coração
O que você nunca vai saber
se eu não passar a escrever
e, ainda assim, se você não se interessar em ler.
Pra todos os efeitos fica claro que a poesia pode ser escrita
e só por ser escrita ela expressa
e só por expressar ela já mostra
àquele que a escreveu
que muitos de seus conceitos, na verdade, não passam de suspeitos.
Não tô entendendo nada!
Ora, essa não era uma poesia pra falar de amor?
Pois bem, acabo de escrever uma poesia
e de nada falei a não ser do amor.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O fim do começo.

.início ao vindos bem Sejam .fim o e começo o entre diferença a saber sem finalizaremos que é certo O .lá sei ,início ou ,fim ao chegamos já pois possível será não isso Infelizmente .fim e começo de conceitos os sobre falar Vamos .isso legal ,Ah .começo do fim do perto bem estar pode fim do começo o que dizer vou eu efeito de frase uma fazer Para ?fim do começo o distingue que o E .escrito foi já dele final O .não que Claro ?final sem ficar vai poema esse que Será ?é não ,fim no verdade na é dele começo o Mas .começo sem ficar vai ele não se porque ,cima em lá chegar até escrever que ter vou eu que é problema O ?entender vai você frente para trás de poema um escrever eu Se

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um Zangief em Realengo?


Zangief australiano:
Nas últimas semanas, Casey Heynes, um jovem estudante australiano, virou sensação no site YouTube, após “se defender” de um colega de escola da prática de bullying. No vídeo, dois adolescentes, de aproximadamente 16 anos, estão próximos um do outro quando Ritchard Galeum (bem menor e mais magro que Casey) começa a ofendê-lo com gritos, gestos e tapas. Passados alguns segundos, Casey fica extremamente furioso e resolve dar cabo àquela situação quando agarra o colega e desfere um golpe muito forte conhecido como “pilão”, daí o apelido de Zangief australiano.

Massacre em Realengo:
Na última quinta-feira, dia 07 de abril de 2011, 12 crianças foram assassinadas pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, em uma escola no bairro de Realengo, Rio de Janeiro. O jovem cometeu suicídio após ter sido interceptado por um policial militar. Das vítimas, observa-se que eram, em sua grande maioria, meninas.

Estreitando os fatos:
Nos últimos dias fiquei pensando, por muito tempo, sobre esses dois acontecimentos no que se refere a suas motivações e suas repercussões. No primeiro ocorrido, não houve vítima fatal e tanto o “agressor” quanto o “agredido” tem, aproximadamente, a mesma idade. Aliás, da forma como acabo de escrever, você, leitor, mal consegue definir quem, de fato, é o “agressor” e o “agredido”. No segundo acontecimento, a maior parte dos meios de comunicação contabiliza 12 vítimas fatais, muito embora, se lido com atenção, o parágrafo anterior nos aponta para o número de 13 mortos. Além disso, é notória a diferença de idade entre os “jovens” assassinados e o assassino (coloco jovens entre aspas para frisar que não são simplesmente crianças, como vinculado, mas adolescentes na faixa dos 14 anos).
Os motivos que levaram o pequeno Casey Heynes a tomar tal atitude são claros quando se assiste ao vídeo, e não há quem não vibre com a explosão da reação do garoto, diante de tamanho abuso e maldade do jovem que o humilha. Um fato interessante dá-se logo na primeira postagem do vídeo do garoto australiano que originalmente fora postado sob o título de "Child finally snaps after being bullied" que pode ser traduzido como: “criança finalmente reage após sofrer bullying”. É notória a satisfação do público com o desfecho da história, e é completamente entendível a nuvem de justiça que paira sobre o senso comum.
Pois bem, pensemos um pouco mais sobre Wellington: Nasceu no Rio de janeiro no dia 9 de abril de 1987 e foi adotado por Dicéa Menezes de Oliveira após ser rejeitado por sua mãe biológica que, possuía problemas psíquicos e chegou a tentar o suicídio. Familiares e conhecidos o descreveram como um jovem calado, tímido, introspectivo, que não se metia em problemas, não desrespeitava regras e passava boa parte de seu tempo trancado em seu quarto mexendo no computador. Estudou na Escola Municipal Tasso da Silveira até a 8ª série, mesmo colégio que acabou sendo palco do episódio fatídico da última semana.
Um vídeo exibido pela Globo News e algumas reportagens do site G1, mostram ex-colegas de Wellington dizendo algumas palavras sobre o então garoto: “o pessoal zoava ele porque ele mancava” (sic), “com certeza ele se sentia excluído pela sociedade... com certeza, ele era excluído na escola”, "Eu me lembro muito, o Wellington era o ‘bundão’ da turma, era um cara totalmente tranquilo, um bobão. Implicavam bastante com ele, zoavam ele de tudo o que é nome" (sic) “A gente comentava ‘pô, cara, tu é maluco?’. Porque estava o maior calor e ele ia de jaqueta preta, óculos preto, grandão...”.
O fato é que tanto no primeiro caso, quanto no segundo, os “agressores” tiveram as mesmas motivações, as mesmas angústias, as mesmas atitudes, mas em proporções diferentes. O que realmente muda são as conseqüências, a forma como as notícias são passadas e o ponto de vista de quem as analisa.
Meus caros, minha intenção aqui não é, de forma alguma, fazer defesas de quem quer que seja. Não quero com este texto, influenciar ninguém a pensar que as atitudes de Casey ou Wellington foram corretas ou ao menos aceitáveis. Minha intenção é confrontar os motivos pelos quais o senso comum é pré-direcionado a analisar alguns fatos, extremamente próximos, de formas tão diferentes. Seriam os próprios pré-conceitos os responsáveis pela caracterização de suas opiniões? Será que a mídia é capaz de formar juízos de valor dentro do caráter da população sem que esta se atente para isso? Ou será, na verdade, que preferimos apontar nosso dedo em riste àqueles que, em nossos conceitos, não são dignos de misericórdia simplesmente pela nossa imensa capacidade de sermos santos?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por que estreitar o papo aqui?

Eu gosto de escrever e foi por esse motivo que criei esse blog, mas não queria começar a escrever aqui e deixar transparecer que minha intenção é fazer deste um meio de divulgação, ou discipulado ou até mesmo de uma eventual fama cibernética.
Pensando nessa preocupação, resolvi ler alguma coisa na internet sobre isso.
Vi no site “Cristianismo Criativo” um texto do escritor Frank Viola, denominado Conselhos aos cristãos que gostam de escrever (1) que, em seu primeiro tópico, faz a seguinte citação: G. H. Lang disse uma vez que uma pessoa não deveria publicar um livro antes dos 40 anos de idade.. Tudo bem, não quero publicar um livro. Continuei a ler o texto e percebi que aquilo se tratava de algo destinado a pessoas que realmente estão engajadas a tornarem-se escritores e não medirão esforços para chegar a tal feito. Confesso que nunca fui um aluno muito aplicado durante os ensinos fundamental e médio e na faculdade tranquei o curso de direito no 3º período depois de ter trocado de instituição de ensino. Talvez eu não seja mesmo o tipo de pessoa ideal para escrever um livro, pois, como diz o próprio Frank: “A razão porque alguém deseja escrever um livro é espalhar suas idéias por todo o mundoPode ser que até os meus 40 anos eu esteja bem resolvido e decida escrever um livro.
O fato é que desejo escrever. Não para que você, leitor, resolva seguir os ensinamentos deixados por um grande escritor ou estudioso da palavra de Deus. Não que todas as palavras que estejam escritas nesse blog sejam realmente aquilo que Deus tomou por verdade desde a eternidade anterior à criação do mundo. Somente o que quero é colocar minhas idéias aqui e deixar que este espaço seja um canal de bênçãos na minha vida e na de quem quer que seja.
Não me importo se você vai gostar ou não, pois, pra todos os efeitos, quero entender que Deus me dá inspiração para escrever meus textos e poemas, e textos e poemas, e textos e poemas... e artes...

Isso é o que eu quero!

Aqui o papo é estreito!